Prefácio por Alexandra Borges, Jornalista TVI

Acredito, sinceramente, que é nas situações limite que somos surpreendidos pelo melhor e pelo pior que existe em cada um de nós. Eu, que já fiz a cobertura jornalística de alguns dos maiores conflitos mundiais, lembro-me que era na guerra que despertava para essa realidade. O segredo é conseguirmos reinventarmo-nos em cada confronto, revitalizarmo-nos em cada descoberta e aceitarmo-nos nas nossas diferenças e debilidades, potencializando todos os aspectos, por mais negativos que, à primeira vista, nos possam parecer.
Foi esse processo de reestruturação que mais me surpreendeu no Centro de Tratamento Internacional VillaRamadas. O fácil seria intoxicar os pacientes com comprimidos. O difícil é o que se tenta fazer, todos os dias, em VillaRamadas. O seu método terapêutico reinventa pessoas, por muito perdidas que elas possam estar. Normalmente, este é um processo difícil e doloroso que, se for bem trabalhado, pode ser revitalizante e transformador da personalidade. O importante é conseguir renascer das cinzas reforçado e decidido a sobreviver.
O Eduardo foi a única pessoa que conheci que conseguiu transformar uma doente anoréctica e que se auto-mutilava todos os dias numa profissional credível e muito dedicada. Tudo isto só é possível porque o Eduardo gosta de pessoas, acredita nas suas potencialidades e, sobretudo, consegue ver com o coração.
-
Vidas agarradas aos videojogos
Bruno Contreiras Mateus com Alexandre Salgueiro, Domingo
-
Reviver e enterrar o passado em Villa Ramadas
Martine Rainho, Região de Leiria
-
Miudos bebados a partir dos 12 anos
Sábado
-
Tráfico na Faculdade
Raquel Lito, Sábado
-
Quatro dias numa clínica para viciados
Sábado
-
Comida como inimigo
Joana Nogueira e Marta Martins Silva, Bruno Colaço, Domingo
