Tratamento Auto-Mutilação : Villa Ramadas
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Tratamento Auto-Mutilação

Quando alguém anda constantemente de manga comprida, mesmo no Verão, com temperaturas escaldantes, ostenta cicatrizes ou lesões reiteradas que não consegue explicar, se isola e evita situações de exposição do próprio corpo, como ir à praia ou à piscina, é de desconfiar que se auto-mutile.


A automutilação consiste num comportamento (dependência) em que se auto-inflige sofrimento físico através de facas, tesouras, pontas de cigarro e outros elementos de tortura, aplicando cortes e queimaduras no próprio corpo, a fim de que essa dor possa, de algum modo, mitigar o tormento de que a parte psicológica está a padecer.

A angústia, a sensação de vazio e de incompletude, apresentam-se de tal forma acutilantes, que quem se auto-mutila acha que só mesmo um sofrimento maior pé que pode apagar um outro que o próprio não sabem gerir.


Embora se trate de um acto de agressividade auto-dirigida, o objectivo da automutilação é a relativização física da dor psicológica e emocional.

Na base da automutilação está uma muito fraca auto-estima e a crença de que o sofrimento é merecido.

A auto-punição física é disto um sinal.

Ao contrário do que se possa pensar, contudo, este não é um comportamento exibicionista, pois na sua maioria, os doentes procuram áreas do corpo mais escondidas e que possam ser cobertas com peças de vestuário, para esconderem as suas cicatrizes.

Paralelamente, os actos são praticados na intimidade do quarto e da casa de banho, longe dos olhares de terceiros.

A automutilação pode também aparecer em concomitância com distúrbios alimentares, pelo que estar atento de forma a detectar os sinais de alerta destes distúrbios, pode ser passível de fazer a diferença entre a vida e a morte.

Os doentes procuram esconder os cortes e queimaduras enquanto podem, como um segredo que lhes confere poder, controlo.

Muitos são os casos de automutilação que, todos os dias, dão entrada nas urgências dos hospitais, sem acepção de faixas etárias ou género.

A automutilação decorre do não desenvolvimento de estratégias saudáveis para lidar com a angústia, revelando uma fragilidade na construção da personalidade.

Este hábito, tornado num padrão, é extremamente difícil de abandonar, pois a tendência será, invariavelmente, socorrer-se deste expediente para aliviar a pressão cada vez que a vida puser à prova indivíduos com tendência para tal compulsão.



Existem, no entanto, saídas para esta doença que desafia a morte em cada golpe e em cada gesto de extinção da sua própria pessoa.

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