Auto-mutilação no quarto : Villa Ramadas
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Auto-mutilação no quarto

Quando era adolescente apanhei a minha irmã a auto-mutilar-se por diversas vezes. Como ela era mais velha, eu não tinha coragem de contar aos meus pais, até porque ela ameaçava bater-me.

Na minha inocência, em vez de a demover de tal acto, ainda a admirava por isso e comecei a fazer o mesmo, sem ter nenhuma razão aparente, mas se ela fazia, porque é que eu não o podia fazer?

O que começou por ser um pequeno corte, de semana a semana, rapidamente passaram a ser diversos cortes diariamente. Quanto mais profundos os cortes, melhor me sentia, mas era tudo psicológico, porque na verdade nem sabia porque o fazia, era como se se tivesse tornado num vício.

Não contei nada à minha irmã, senão ela ainda usava isso contra mim. Mal sonhavam os meus pais que debaixo do tecto deles, estavam duas filhas a auto-mutilarem-se nos respectivos quartos.

Só que um dia dei com a minha irmã inconsciente na casa de banho. Assustada alertei os meus pais. Depois de me terem questionado continuamente, não consegui mais esconder a situação. Contei que ela se auto-mutilava, mas não revelei que eu fazia o mesmo. Ela quando acordou, vingativa como só ela sabia ser, denunciou-me. Os meus pais estavam incrédulos com tamanhas revelações, que nem nos deram grandes hipóteses, fomos visitar médicos, psiquiatras, psicólogos e clínicas.

Depois de vários meses de tentativas falhadas demos entrada aqui em casa diferentes. Passavamos um dia por mês juntas. Foi uma experiência muito enriquecedora, conseguimos tornar-nos unidas, como nunca tínhamos sido.

Terminámos no mesmo dia com sucesso. Já passou um ano e sete meses e continuamos fortes e sem pensar em auto-mutilação. Adquirimos uma harmonia única e até os meus pais andam encantados da vida.

O tratamento mudou toda a família.

Anónimo

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