Viciado no trabalho : Villa Ramadas
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Viciado no trabalho

Sempre fui uma pessoa que gostou de trabalhar. Comecei como promotor de marcas informáticas, o que me fazia andar sempre a viajar, sem ter horários certos. Tentei ter estabilidade amorosa, mas nunca resultava.

Sentia um certo vazio, mas como a minha vida não era monótona, acabava por lidar bem com a situação. Passava a vida em hotéis, com diversas mudas de roupa no porta-bagagem do carro.

Era jovem, tinha apenas 24 anos, por isso adorava este tipo de vida. Gostava de ir namoriscando, mas longe de pensar em “assentar”. Os anos foram passando e eu não me dava conta do ritmo de vida alucinante que levava.

Só que um dia o meu corpo não resistiu ao cansaço e tive um Acidente Vascular Cerebral (AVC). Tinha somente 27 anos. A minha família entrou em pânico e confesso que eu também. O médico avisou-me que esta minha dependência do trabalho tinha que parar, senão em breve poderia ser fatal.

Fiquei assustado e decidi procurar ajuda profissional. Tirei um tempo e entrei em tratamento neste centro. Primeiro que me desligasse do trabalho foi complicado, estava constantemente a fazer planos na minha cabeça, até que a dado momento percebi que assim não evoluía.

Aqui, encontrei apoio, sabedoria, amizade e carinho. Foi uma fase muito importante da minha vida e apesar de já ter saído há 2 anos de tratamento, ainda hoje tenho contacto com a equipa terapêutica. Consegui estabilidade profissional e aliado a isso consegui estabilidade amorosa.

Aqui, aprendi a ver a vida com outros olhos, uns olhos menos materialistas e mais emotivos.

E acreditem que tem feito a diferença…

Diogo, Porto

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