O acreditar de novo...

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Anónimo

Na adolescência entrei no mundo das drogas leves, mas daí até chegar às pesadas, foi um instante.

Culpava os meus pais por falta de atenção (estavam demasiado ocupados com as suas carreiras profissionais, deixando-me a cargo de uma governanta que não sabia o conceito da palavra amor…) e como junto do meu grupo de amigos me queria distinguir, aceitava todos os desafios que me lançavam.

Mesmo sob o efeito de drogas consegui terminar os estudos, só que tudo mudou quando me vi no mercado de trabalho. Não conseguia cumprir horários e faltava constantemente. Com isto, saltitava de trabalho em trabalho.

Desprovido de apoios, tive uma mão amiga que me pagou um tratamento em VillaRamadas há alguns anos atrás.. Agarrei essa oportunidade e cresci imenso a todos os níveis. Até a relação com os meus pais ganhou laços, de tal forma, que começaram a participar activamente na minha vida. Sentiam que não podiam falhar de novo e eu apreciava esse esforço. Jantávamos juntos, viajávamos juntos, íamos ao cinema, ao teatro, tornámo-nos os mosqueteiros.

Um dia fui apanhado de surpresa quando foi detectado um cancro à minha mãe. O cancro já estava bastante avançado e não havia nada a fazer. Em pouco tempo a minha mãe faleceu. E com a sua morte, também eu perdi a vontade de viver. O meu pai tentava ser forte, mas sei que no íntimo sofria muito.

Sem saber lidar com a situação, senti que a vontade de recorrer às drogas estava a aumentar, só que tinha prometido nunca mais recair. Então decidi ir passar seis semanas a VillaRamadas. Sabia que só aqui iria ganhar forças para lidar com a situação. Além de lidar com esta minha vontade de consumo, aprendi a lidar com a dor da morte. Percebi que tinha que ser forte, que de nada adiantava uma recaída.

A verdade é que esta terapia de renovação me fez regressar a casa com uma nova perspectiva de vida e ajudei o meu pai, que tanto precisava de mim.

Hoje levo uma vida tranquila e já sei lidar melhor com as adversidades que surgem no nosso caminho. Mal sinto que posso vacilar, pego no telefone e no centro de tratamento encontro uma palavra de apoio, aquela palavra que me faz acreditar de novo…

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