Dependência das Compras

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A dependência das compras pode andar vários anos mascarada sob a égide de ser um “hábito” comum, engraçado e inofensivo, enquanto não forem contabilizados os valores totais despendidos neste “simples hábito”.

No entanto, quem dele padece, vai perdendo progressivamente o seu controlo, gastando cada vez mais dinheiro, tempo e até sacrificando outras actividades e interesses em prol das suas “compras”.

Porém, a dependência das compras é, na verdade, uma forma de manifestar um mal-estar interior, que é preciso debelar.

Embora haja quem associe esta adição directamente à impulsividade, a compulsividade patente na mesma evoca distúrbios do espectro obsessivo-compulsivo, facto este que indica que este tipo de comportamento não objectiva a perseguição de um prazer, mas sim um ritual cujo objectivo é alcançar alivio para um sofrimento interior atroz.

Há vários tipos de comportamentos que podem indiciar um problema de dependência das compras:

  • Euforia com os gastos;
  • Discussões acesas com outros acerca dos próprios hábitos de compras;
  • Mentir sobre os valores pagos;
  • Comprar desenfreadamente como resultado e compensação de estados de depressão, ansiedade, irritação ou solidão;
  • Sensação de nudez quando sem o cartão de crédito;
  • Pensamentos obsessivos relativamente a dinheiro;
  • Sentimentos de culpa, vazio, vergonha ou constrangimento após as maratonas de compras;
  • Tensão crescente que remete violentamente à acção de comprar;
  • Atracção irresistível por objectos que se pretende adquirir;
  • Preocupação e demonstração de urgência em comprar...

Esta dependência conduz à perda do controlo sobre os comportamentos e sobre a vida de uma maneira geral.

A capacidade de apreciação e a crítica do dependente ficam comprometidas, sendo vulgar recorrer a justificações para efectuar compras, argumentando com vantagens comparativas e/ou necessidades ilusórias e até mesmo inexistentes.

Os compradores compulsivos apresentam uma total incapacidade de controlar o impulso que activa o comportamento de comprar.

Na prática, a aquisição provoca nestes indivíduos uma consequência semelhante à do consumo de cocaína, ou seja, a segregação maciça de dopamina, responsável pela sensação de recompensa psicológica, de prazer ou de diminuição de tensões.

A dependência psicológica do acto de comprar, faz com que o “shopaholic” (adito às compras) coloque as “suas compras” em primeiro lugar, negligenciando a família, o trabalho, a vida social, etc..., tornando-se totalmente absorto; e, ainda que este anteveja os efeitos perniciosos do seu comportamento compulsivo relativamente ás compras, é no entanto completamente impotente para controlar e travar a acção de comprar.

O que excita o comprador compulsivo não é o objecto comprado, mas sim o acto de comprar, ou seja, compra-se não para possuir, mas “por e para” simplesmente comprar.

Rupturas familiares, relacionais e financeiras – pelo facto de se poder chegar ao ponto de contrair dívidas ou até mesmo roubar para obter o dinheiro necessário para efectuar mais compras – são iminentes e incrementam o desespero do dependente.

Os blackouts (perdas de consciência momentâneas) também podem ocorrer instantaneamente a seguir ao acto de comprar, conduzindo, amiúde, ao esquecimento do que foi comprado, onde e porquê.

Nos casos mais graves, é possível que ocorram alucinações, ataques de pânico e a procura de refúgio num qualquer substituto que poderá ser, por exemplo, o álcool.

A dependência das compras pode aparecer de uma forma isolada, podendo também co-existir ou levar a outros tipos de comportamentos, tais como: bulimia, adição ao jogo e dependência de todo o tipo de substâncias alteradoras do estado de espírito.

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