Cocaína - A Droga Glamour - Tratamentos : Villa Ramadas
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Cocaína - A Droga Glamour

A cocaína é produzida a partir das folhas da coca, planta de cultivo disseminado na região dos Andes (onde mascar estas folhas é um costume que remonta à Antiguidade) e da América do Sul. As propriedades desta droga são conhecidas há séculos pelos índios nativos, que, muitas vezes, mastigam as folhas de coca para enganar a fome e/ou mitigar o cansaço, ou em cerimónias religiosas.

Em 1855, com a descoberta de uma técnica de extracção da cocaína das folhas da coca, eclodiu o hábito de consumir cocaína socialmente.

Daí ao consumo da cocaína passar a ser moda no Ocidente entre escritores e outros protagonistas do mundo artístico, foi um curto passo.

Nos bares, os clientes podiam pedir a adição de cocaína nas suas bebidas e a famosa Coca-Cola tinha, inclusive, na sua composição, até 1903, extracto de coca.



Nos anos 70 do século XX, a cocaína passou a ser vista como uma droga de elites, uma vez que o seu custo era bastante elevado.



Na actualidade, verifica-se uma grande difusão da cocaína nos contextos desportivo e musical, sendo considerada a "droga da moda".



O pó que resulta da preparação das folhas da coca, ou seja, o cloridrato de cocaína, encerra um mensurável potencial tóxico, toxicidade que é muito incrementada com a diluição e injecção intravenosa.



Não obstante, o “crack” ou “base” como no nosso país é mais conhecido, obtido através da destilação da cocaína, mesmo fumado, pode apresentar uma perigosidade semelhante à da cocaína quando injectada, prendendo-se, este facto, com a enorme quantidade da substância que é absorvida pelo organismo tanto quando a droga é fumada ou injectada.



A consumo da cocaína estimula a actividade física e mental, com decorrente sensação de prazer, originando inibição do sono e redução do cansaço e do apetite (com risco de desenvolvimento de anemias crónicas), tendo ainda como outros possíveis efeitos a sensação de poder, a euforia, a agitação e confere ao consumidor a capacidade de “ver o mundo” com um brilho acrescido.

As consequências do seu consumo podem manifestar-se sob a forma de taquicardia, febre, dilatação das pupilas, aumento da pressão sanguínea, ansiedade, medo ou pânico, paranóia, incremento exacerbado da sudação, insónia, irritabilidade, expressões de agressividade, etc, podendo, em alguns casos, ocorrer complicações cardíacas, circulatórias e cerebrais, tais como o AVC ou enfartes do miocárdio.



O seu uso prolongado é passível de provocar, a par do já enunciado, a destruição do tecido cerebral e problemas pulmonares (o hábito de fumar cocaína aparece, frequentemente, ligado ao cancro do pulmão, da bexiga, da próstata e de outros órgãos).



O consumo de cocaína durante a gravidez, eleva o perigo de aborto e de parto prematuro e os bebés nascem, regra geral, com peso abaixo do normal e, eventualmente, com outros problemas relacionados com o foro das patologias relacionadas com o sistema nervoso.


Tendo deixado de ser considerada uma droga quase exclusiva das camadas mais altas da sociedade, o seu consumo tem disparado nos últimos anos.

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