Medo e Fobias - Tratamentos : Villa Ramadas
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Medo e Fobias

Por fobia entende-se um medo exagerado a pessoas, objectos, animais ou locais, desencadeado por uma percepção pouco realista do respectivo perigo. O sufixo “fobia” tem origem no latim científico e phobia no grego, mas querem dizer o mesmo: medo intenso – ou irracional –, aversão instintiva, hostilidade ou reacção mórbida.

O medo, só por si, “simples”, é sentido por todas as pessoas, é normal e desejável, porque ajuda a proteger dos perigos. Trata-se de um expediente do instinto de sobrevivência para resguardar, precisamente, de situações em que a vida ou a integridade da pessoa possam estar a correr algum tipo de risco. Quando esse medo se agiganta começa, no entanto, a transtornar a vida do indivíduo, ou seja, a fazer o efeito oposto, podendo considerar-se uma fobia.

O medo excessivo, acentuado e persistente de um objecto ou de uma circunstância fóbica desencadeia uma resposta imediata de ansiedade e, eventualmente – dependendo da intensidade dos sintomas –, um ataque de pânico (que pode aportar uma sensação de morte iminente). Para além de este quadro corroborar o pensamento disfuncional que está na génese da fobia, o fóbico vai reforçando a crença de que é a exposição a esse estímulo que representa o risco de vida. Assim sendo, passa a evitar conscientemente toda e qualquer fonte de medo, e pode deixar de contactar com animais, viajar de avião, levar injecções, ver sangue, socializar, andar em espaços abertos ou, pelo contrário, permitir-se estar noutros fechados, enfim, tende a afastar-se de tudo o que lhe provoque o desconforto dessa imensa ansiedade.

É a antecipação de um futuro perigo que activa um conjunto de reacções ansiogénicas, com diferentes formatos: palpitações, perda de apetite, rubor, tonturas, dores abdominais, para referir apenas alguns exemplos. À medida que se aproxima o embate (o dia do exame, a conversa há muito adiada), aqueles milhares de pares de olhos focalizados na silhueta do fóbico, que esperam insistentemente pelas palavras (as quais persistem em não cruzar o umbral da garganta...), o acontecimento ameaçador vai crescendo, tornando-se, por vezes, insuportável. De tal modo que a ideia de sair pelos fundos, apesar das humilhações e complicações, surge (quase) sempre como a alternativa mais pacificadora.

O ponto de partida está relacionado com os significados que se atribuem aos acontecimentos que se vivem. Nos distúrbios de ansiedade podem identificar-se dois elementos: por um lado, o medo que corresponde à própria percepção sobre a realidade do perigo que ronda e, por outro, a ansiedade que é experimentada quando o medo é activado. Os batimentos cardíacos costumam servir de termómetro da temperatura do medo, e podem indicar a necessidade de lhe dar uma resposta cabal, com possível recurso a apoio profissional.

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