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Tratamento do Luto

Recorrer a um tratamento para ultrapassar um luto, é uma ajuda preciosa para lidar com as diversas fases do seu processamento.

A primeira destas etapas diz respeito à negação, que pode ir de uma pequena distorção a uma ilusão completa.

A aceitação leva tempo, porque é necessário fazê-la tanto em termos intelectuais como emocionais.

Neste caminho, a incredulidade e o confronto com a realidade vão alternando.

Quando não se chega a ver o corpo da pessoa falecida ou a morte é repentina, o sentimento de irrealidade é ainda mais atroz.



Aprender a conviver com a dor do luto, é a segunda fase.
A intensidade e as formas de sentir a dor são distintas, mas a força das emoções é enorme.

A sociedade e os outros, ainda que com a intenção de aliviar, podem ir ao encontro das defesas da pessoa enlutada, sugerindo que ela está apenas com pena de si própria, que o falecido não quereria que ela se sentisse assim, que não precisa de sofrer, que a vida é para ser vivida.

Isto é susceptível de a conduzir à negação da dor que está a experimentar, à recusa de sentir: idealizando a pessoa falecida, permitindo apenas pensamentos agradáveis acerca dela, viajando, recorrendo a álcool, drogas…

O tratamento do luto, implica a integração da dor por ele provocada, sob pena de surgirem sintomas físicos ou comportamentos fora do normal,
 se tal não acontecer.


Adaptar-se ao ambiente onde já não está, por exemplo, a pessoa que desapareceu, é o esforço seguinte, que pressupõe adaptações externas relacionadas com o dia-a-dia e que podem acarretar revolta pela imperiosa necessidade de desenvolver competências para desempenhar alguns dos papéis da pessoa falecida, mas que, por outro lado, são susceptíveis de gerar benefícios, no sentido de maior autonomia.

É também necessário haver adaptações internas, pois os sentimentos de desamparo, incapacidade, inadequação, infantilidade ou “falência” emocional podem assaltar os enlutados, sobretudo aqueles que baseavam a definição de si próprios na relação com a pessoa que morreu e, adaptações espirituais, pois é normal questionar, após uma perda, os valores fundamentais, as crenças filosóficas e a visão do mundo, que tanta influência receberam da pessoa que morreu.

A procura de um sentido para a perda e para as mudanças de vida inerentes e a tentativa de recuperar algum controlo, pautam uma certa desorientação e falta de rumo que se verifica inicialmente.

À medida que o tempo passa, é possível que se adoptem novas crenças e/ou se reavaliem e alterem as antigas, de modo a incluir nelas o senso de fragilidade da vida e o nosso mínimo controlo sobre ela.



Um luto é bem feito quando se é capaz de aceitar a perda em paz.

Dois anos é o tempo médio para o apaziguamento da dor e para criar interiormente uma imagem tranquila de quem já partiu.

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