Dependência do Trabalho - Tratamentos : Villa Ramadas
VillaRamadas

Dependência do Trabalho

O trabalho foi tendo, ao longo dos tempos e da História, diferentes conotações e formas de ser encarado.

Inicialmente, era tido como coisa de gente pobre e... mal visto.
Depois, passou a ser sinónimo de subsistência e, mais tarde associado a liberdade, independência e meio de integração na sociedade.



Actualmente, o trabalho é considerado um “fazedor” de dinheiro para comprar, essencialmente, bens de consumo.

A realização pessoal concretiza-se, em grande medida, através do trabalho, que compõe a base da identidade pessoal.

Perde-se saúde e vida ao trabalhar desmesuradamente para ganhar dinheiro e, depois, perde-se o dinheiro para tentar recuperar essa saúde e essa vida perdida, o que, infelizmente, nem sempre é possível.

A dependência do trabalho (o workaholism) integra o conjunto das novas adições comportamentais e designa a dependência do trabalho ou a adição ao trabalho.

Trata-se de um distúrbio obsessivo-compulsivo que se revela mediante a auto-imposição de exigentes metas a cumprir, sacrifício da vida pessoal em nome do emprego e disponibilidade irrestrita para o trabalho, com recusa por outras quaisquer actividades (familiares, sociais, lazer).


Esta necessidade exacerbada de trabalhar interfere, naturalmente, com a saúde, a felicidade e as relações interpessoais do indivíduo.

Na sua génese podem estar sentimentos de ansiedade, vazio e baixa auto-estima, que é preciso aliviar.

Assim, há que fazer muito para sentir que se vale muito.



A dependência do trabalho aparece, regra geral, “bem vestida”, o que pode despistar, inicialmente, o diagnóstico.

Não obstante e apesar de não pressupor o consumo de substâncias alteradoras, pode conduzir à mesma autodestruição física, psíquica e social a que as outras adições conduzem.

Esta é, contudo, uma adição aceite e, muitas vezes, até desejada pelas empresas.

O prestígio, o sucesso, o poder e o dinheiro dão força a esta doença porque, afinal de contas, é bom ser tido(a) como uma pessoa trabalhadora...



Ser enérgico e dinâmico é, todavia, diferente de se ser um trabalhador compulsivo.

Enquanto que quem se enquadra na primeira descrição consegue estabelecer limites, apesar da feroz agressividade competitiva e do querer fazer tudo bem e depressa, os segundos perdem o controlo sobre si e sobre o trabalho, não se regem por qualquer regra e são incapazes de aceitar as próprias limitações.

Sentem um impulso incontrolável de fazer mais e mais, sem atenção às consequências.

Adormecem e acordam com o trabalho, levam-no de férias e de fim-de-semana, porque, sem ele, não sabem quem são.

Aos poucos e poucos, tudo passa a ser trabalho.

Para se ser dependente do trabalho não é necessário trabalhar durante muitas horas ou até muito tarde; é, na verdade, um estilo de vida, onde esta passa a ser enfrentada como sendo algo que tem de ser feito, onde se tem de agir continuamente.

A obsessão pelo trabalho é também, para os dependentes, uma forma de resolver contrariedades desta mesma existência.



A dependência do trabalho apresenta os mesmos perfis psiquiátricos das dependências de substâncias e outras e o fundo da doença, é rigorosamente idêntico.

Informações Complementares

Ler Testemunhos

Google Plus VillaRamadas