Corpo perfeito - Que mania!

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Anónimo

A maldita anorexia por pouco ia tirando a vida à minha querida filha. Sempre foi uma menina muito querida e adorada por todos. Por onde quer que passava todos lhe gabavam a beleza e elegância, de tal forma que foi abordada para fazer uns testes fotográficos para uma agência de modelos.

Com 15 anos teve o seu primeiro contrato profissional e desde aí que tudo mudou na sua vida. Inicialmente ainda a acompanhei, mas devido à minha carreira profissional e quando ela atingiu a maioridade, deixei de o fazer. Ela sabia bem o que era o bem e o mal, por isso confiei nela e acreditei que iria vencer. Sentia que ela estava feliz e mesmo não a acompanhando de perto, não havia dias que não falássemos ao telefone.

Tinha cada vez mais sucesso e andava a viajar pelo mundo: Paris, Milão, Barcelona, Tóquio, Nova Iorque… foram algumas das cidades em que desfilou. Raramente nos víamos, mas no Natal fazíamos questão de estar. Notava que ela estava cada vez mais magra e confrontei-a se sofria de anorexia, ao que sempre me respondia que não. Mas um dia recebi o telefonema de uma colega modelo, a minha queria filha estava internada.

Afinal a anorexia tinha tomado conta dela e eu não a protegi. Mal melhorou trouxe-a para casa e em VillaRamadas encontrei o tratamento certo para ela. Ainda hesitou mas lá me fez a vontade, deve ter percebido que eu não ia admitir um não, porque na verdade não ia mesmo, não estava disposta a perder a minha única filha para esta terrível doença.

Foram oito meses dolorosos, mas de cada vez que a visitava sentia um ânimo que me ajudava a ultrapassar os medos. Terminado o tratamento com sucesso, ela retomou a carreira de modelo, mas desta vez por cá, nem ela, nem eu estávamos dispostas a arriscar de novo. Apaixonou-se e voltou a estudar. Reencontrou-se e já consegue lidar de forma saudável com a comida.

Continua a ter acompanhamento da equipa terapêutica do centro de tratamento e nunca recaiu. É certo que há dias mais complicados, mas com sua nova capacidade de pedir ajuda e o apoio de todos, a Sara voltou a ser feliz.

Sem este tratamento sei que seria difícil e no fim de contas, também eu aprendi a lidar com ela e com toda esta situação, por isso passado o pesadelo, digo: há mesmo males que vêm para bem.

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