Cocaína e a Moda

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Anónimo

Ainda criança, já posava de frente para o espelho e desfilava pelo quarto, como se estivesse numa passerelle. Sonhava ser modelo e foi nisso que se tornou. Só que por vezes a vida prega rasteiras e ela caiu numa delas. Estudou até aos 18 anos mas por iniciativa de uma amiga a sua vida seguiu outro rumo.

Terminado o 12.º ano, abandonou os estudos e dedicou-se à moda. Iludida por este meio profissional, queria ser melhor e por isso procurou refúgio na cocaína. O efeito das drogas ajudavam-na a ultrapassar a sua insegurança. Uma relação amorosa falhada levou-a a regressar à sua cidade natal, de onde saiu quando era criança. Vazia de espírito, levava apenas na mala vontade de triunfar. Inicialmente começou por trabalhar como empregada de bar, conciliando com pequenos trabalhos de modelo.

A concorrência era feroz e ela tinha consciência disso. O consumo de droga aumentou, “ era facilmente acessível, e com doses de cocaína aguentava mais horas a trabalhar”, revela sem nenhum tipo de pudor.

Tentou ainda uma carreira artística como cantora. Só que o consumo excessivo de cocaína, bloqueava-a, “só escrevia músicas escuras, sóbrias e tristes, que no fundo era como me sentia”.

Com mais um projecto falhado, viu-se de repente sem nada realizado, “ estava perdida, não tinha emprego certo, nem casa, nem carro e nem amigos, tudo isto deixava-me vazia”, confessa a jovem.

Entretanto fica a saber que o irmão, na altura, já andava a experimentar charros. Esta situação precipitou o seu regresso a Portugal. Foi viver para casa de um familiar. Os pais, esses, há muito que não faziam parte da sua vida, a mãe estava a viver no estrangeiro e o pai tinha falecido. Nem mesmo no passado tinham sido bons exemplos, já que eram ambos viciados no álcool, ambiente onde ela acabou por crescer.

Inscreveu-se de novo na sua agência e conseguiu alguns trabalhos, mas sempre coisas esporádicas e sem grande reconhecimento. Sentia que o vício pela cocaína lhe estava a destruir a vida e consequentemente os seus sonhos. Sabia que admitir publicamente a sua adição poderia ser um risco, mas mesmo assim arriscou. Há muito que existem rumores de que a droga circula no mundo da moda, mas acaba por ser um assunto tabu. Só que ela teve a coragem e determinação de pedir ajuda iniciando um tratamento em VillaRamadas.

Lutadora, abraçou esta ajuda com humildade e meses depois está uma nova pessoa. Hoje sabe que não precisa de cocaína para fazer o trabalho de modelo de forma exímia. Mais do que nunca quer vencer e se dúvidas houvessem, desvaneceu-as na primeira sessão fotográfica que fez, de forma completamente sóbria e limpa de vícios.

Ela renasceu para a vida e o mundo da moda recuperou uma nova modelo, por isso tome nota, que certamente ainda vai ouvir falar muito dela…

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