“males que vêm por bem”

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Anónimo

Iniciei-me nas drogas na adolescência, quando fumei o meu primeiro charro de haxixe.

Tudo começou por curiosidade e, depois, como forma de me “exibir” e afirmar perante os meus amigos. No entanto, com o passar dos anos acabei por experimentar heroína, cujas consequências negativas para a minha vida foram enormes.

A partir do momento em que a experimentei pela primeira vez, nunca mais a consegui abandonar. Os meus consumos foram galopantes e acarretaram graves consequências para todas as áreas da minha vida. Aos poucos a heroína tomou conta da minha vida e de todo o meu ser.

Através dos mais complexos esquemas, que me levaram mesmo ao ponto de vender drogas, consegui manter os meus consumos (com altos e baixos) durante 3 anos. No entanto, o dinheiro já não era suficiente e comecei a roubar em casa para poder satisfazer o meu vício.

Fui então apanhado pelos meus pais que, ao ouvirem-me contar a razão que me levava a fazê-lo, ficaram absolutamente arrasados.

Questionaram-se e questionaram-me relativamente ao que poderiam ter feito mal relativamente à minha educação.

Não chegando a quaisquer conclusões, decidiram pedir ajuda a uns amigos que tinham tido um problema semelhante com um dos seus filhos. Foi aí que tanto eles como eu ouvimos pela primeira vez falar de VillaRamadas, o centro de tratamento onde dias depois fui internado.

Depois de falar insistentemente sobre os meus problemas, comecei a ouvir o que os terapeutas e os meus colegas de tratamento me diziam sobre o caminho das soluções...

Tudo começou então a fazer sentido... afinal eu não era uma má pessoa, como já pensava ser... era uma pessoa que sofria de uma doença e que tinha de aceitar mudar e crescer para encontrar uma nova forma de vida.

Terminei o tratamentohá pouco tempo e os meus pais receberam-me de braços abertos... e hoje sinto-me livre.

Vou fazer o meu primeiro aftercare e quero partilhar com os terapeutas e com os meus colegas de tratamento a forma como me sinto orgulhoso por estar a fazer tudo o que me foi sugerido e por, dessa maneira, estar a encontrar o caminho da solução... sem qualquer dúvida um caminho muito mais fácil e menos sinuoso do que aquele por onde há alguns meses atrás eu andava...

Afinal há mesmo “males que vêm por bem”...

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