Raiva a dobrar

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Anónimo

Tive um casamento complicado, em que eram frequentes os episódios de violência doméstica, mas como antigamente as mulheres eram habituadas a ter que aturar todo o tipo de maus-tratos dos maridos, eu também o fazia. Ninguém sonhava os horrores que eu passava em casa. Desde tareias de cinto de pele, até pontapés no corpo e mesmo cortes com facas.

Para o meu marido eu era o “saco” onde ele deitava todas as suas frustrações. Não conseguia ter sucesso profissional e isso deixava-o fora de si, de tal maneira que afogava as mágoas no álcool. Eu lá me ia aguentando, mas sempre a sofrer em silêncio. O pior foi quando nasceu a nossa filha. Em criança, começou a sofrer também violência física por parte do pai e a partir daí nunca mais parou. Não tínhamos coragem de contar a ninguém, sob a ameaça de sermos mortas. Era um autêntico pesadelo naquela casa.

Ainda menor de idade a minha filha saiu de casa e a verdade é que estava completamente transtornada. Não conseguia ter uma relação saudável com ela, porque no fundo ela culpava-me por deixar que o pai lhe batesse. Foi difícil vê-la partir, mas sei que era o melhor para ela. Quem me dera que tivéssemos tido uma vida diferente… Estive alguns anos sem saber dela, até que há cerca de um ano me ligou. Eu nem conseguia acreditar. Contou-me que tinha feito um tratamento para gerir toda a raiva que tinha e que sentia-se muito melhor. Queria reatar laços comigo e que eu conhecesse os responsáveis pela mudança na sua vida.

E foi assim que conheci este centro de tratamento, que fez um verdadeiro milagre com a minha filha. Até comigo, já que aproveitei para também lidar com situações do passado. Deixei o meu marido e segui em frente, pensando num futuro com a minha filha. Posso ter perdido alguns anos da minha vida, mas estou disposta a aproveitar cada dia daqui para a frente, sempre com o amor da minha filha.

Tudo o que de bom me está a acontecer foi graças a vocês e não tenho palavras o quanto fizeram por mim, mas principalmente pela minha filha…

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