Dependência do Álcool - Tratamentos : Villa Ramadas
VillaRamadas

Dependência do Álcool

Embora o seu consumo seja legal e socialmente permitido, o álcool pode ser considerado como sendo talvez a “droga” mais dura, mais barata e mais publicitada, existente em Portugal, o país que detém o primeiro lugar de consumo de álcool per capita de toda a Europa!



Estima-se que oito por cento da população mundial sofra de dependência do álcool, isto é, seja viciada em álcool, o que implica consequências bastante negativas não só para os alcoólicos, mas também para a sociedade em geral.

Como exemplo, podemos referir o Japão, um país que, apesar de ser considerado exemplar em termos de rigor profissional, acolhe cerca de 2,5 milhões de alcoólatras, que “custam” ao erário público, pela sua implicação na diminuição da produtividade e nas despesas médicas decorrentes da sua dependência, a módica quantia de 50 biliões de dólares/ano.

Quando nos referimos ao álcool como sendo um tipo de droga bastante “pesada”, fazemo-lo tendo em conta as consequências do seu uso compulsivo que aos poucos se tornam impeditivas à manutenção de uma vida dita normal o que implica obrigatoriamente o seu consumo como forma de enfrentar o dia a dia e a sua manifestação nos comportamentos e nas atitudes de todos aqueles que a ele recorrem de uma forma contínua, abusiva e destrutiva, comportamentos esses que de outra forma não se manifestariam.

A “dureza” desta droga, pode ser facilmente verificada através dos problemas com ela relacionados, que ultrapassam de longe os das outras drogas. Se não, vejamos a enorme quantidade de famílias onde existe violência ou que foram destruídas devido ao consumo de álcool, as doenças gastroenterológicas (cirroses, úlceras, alguns tipos de cancro) e as mortes a elas associadas, as patologias neurológicas (polinevrites, demências) e, sobretudo, todos os acidentes de viação, com graves consequências e sequelas para todos os envolvidos, que numa percentagem elevada (mais de 50 por cento) ocorrem sob a influência nefasta do álcool.

A dependência psicológica do álcool pode sobrevir num período entre os dois e os cinco anos de consumo regular e a dependência física ocorre depois de 15 anos.

Sendo a única “droga” socialmente aceite e permitida, o consumo do álcool é mais generalizado e perene que o das outras drogas.



A ingestão frequente de álcool faz com que o consumidor passe por diferentes fases, numa sequência de crescente deterioração e que são:
A experimentação;
O consumo ocasional;
O consumo regular;
A dependência.



Na sua fase inicial, podem ser facilmente reconhecido alguns indícios, tais como:

Uso frequente de bebidas alcoólicas, por vezes justificado como combate ao stress ou para enfrentar uma preocupação especial;

Promessas de deixar de beber e pequenas modificações da personalidade, especialmente irritabilidade.



Na fase média, outros indícios poderão ser detectados:

O indivíduo que bebe procura negar, esconder e desmentir a sua conduta ligada ao álcool;

Começa a beber mais cedo no decorrer do dia e bebe porque sente necessidade do estado de bem-estar e de euforia obtida através da ingestão de álcool.

Finalmente, na fase de total dependência do álcool, o alcoólico vive só para beber. Os seus órgãos vitais são afectados e a sua personalidade adultera-se. Sente-se triste, isolado, culpado, irritável e tenso, surgindo também problemas sociais tais como: acidentes, decréscimo ou anulação de produtividade.

Um factor também a ter em conta é que as dificuldades inerentes à dependência do álcool não são só individuais, porque onde vive um alcoólico vive também uma família em sofrimento.

Informações Complementares

Ler Testemunhos

Google Plus VillaRamadas