Internamento para o Tratamento de Anorexia ou de Bulimia

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Quando se fala em tratamento a alguém que sofre de um distúrbio alimentar, a primeira reação é, normalmente, tentar contornar essa opção, ensaiando mais um conjunto de juras, propósitos, promessas e pedidos de uma última oportunidade para tentar resolver o problema sem qualquer ajuda exterior.

Porém, a condição de adicto e a impotência perante a doença são impeditivas à tomada de decisões adequadas à salvaguarda da própria vida, pelo que é absolutamente necessário que exista uma ajuda exterior, seja ela vinda da família, amigos, conhecidos, etc....

No entanto, no que diz respeito às famílias, estas tendem a não perceber, ou não querer perceber, o que se passa com aqueles que, no seio familiar, sofrem de distúrbios alimentares, pelo facto de:

  • A sua habilidade de manipulação ser realmente extraordinária;
  • A tomada de consciência obrigar a agir e a encetar uma luta árdua, demorada, esgotante e, muitas vezes, inglória, luta essa que, por vezes, não estão dispostos a travar;
  • Ignorância e puro desconhecimento do problema.

Só que, a partir do momento em que já não dá para fechar os olhos às evidências, o que em alguns casos acontece já numa fase avançada da patologia, impõe-se a necessidade de uma tomada de posição.

É geralmente na sequência de sucessivas investidas mal sucedidas que as famílias (ou o próprio paciente) decidem optar pelo internamento para o tratamento dos distúrbios alimentares.

Os primeiros tempos no centro de tratamento são penosos para este tipo de utentes, já que as refeições (três principais por dia) não deixam de o atormentar e de lhe criar alguns tipos de desconfiança relativamente a esta forma de intervenção...

Todavia, à medida que for sentindo, dos colegas de grupo e da equipa terapêutica, compreensão e apoio, esta sua desconfiança e relutância irá diminuir.

Aos poucos, as dietas da sopa, das maçãs e dos produtos light deixarão de fazer sentido, vindo então a descobrir-se que no corpo, como em tudo, se pretende o progresso e não a perfeição, uma vez que esta nunca se atinge.

A tristeza característica irá então dar lugar a uma espontânea boa disposição e, aos poucos, irá permitir que se aprenda o segredo para lidar com a doença, facto este que lhe irá abrir portas à obtenção de uma vida feliz, saudável e produtiva.

O modelo integrativo seguido durante o internamento para os distúrbios alimentares dá-lhe as pistas indispensáveis para todas as áreas da sua nova existência, muito especialmente no que concerne à relação consigo e com os outros.

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