Internamento para a Ira

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Na infância, a expressão da raiva é vulgarmente confundida com falta de educação e, consequentemente, reprimida.

Por outro lado, numa tentativa de agradar aos adultos ou por medo de represálias, as crianças aprendem a não manifestar abertamente a raiva, a fim de evitar críticas ou a reprovação.

Forma-se, com o passar dos anos, uma bola de neve, e entretanto a raiva acumulada já sai por todos os poros, comprometendo seriamente a vida normal de quem tem um grave problema de raiva para resolver.

Uma das soluções mais eficazes para o tratamento desta perturbação é o internamento.

O paciente internado fica surpreendido ao ouvir o relato dos pacientes com o mesmo problema, ou outros, numa descrição perfeita de sentimentos que ele pensava serem só seus.

À medida que o tempo de internamento for passando, ele irá perdendo o espanto, pois começa a aperceber-se de como é parecido com os demais, podendo então experimentar o conforto de estar e de se sentir entre iguais.

No internamento para o controlo da raiva, o anonimato é integralmente respeitado e não são feitas quaisquer perguntas que possam invadir espaços mais íntimos.

Cultiva-se sim uma atmosfera de amor e aceitação, independentemente do que cada um dos pacientes tenha feito no passado; quem interessa é o indivíduo e não o que ele fez.

Não há julgamentos, críticas ou discussões.

A finalidade deste internamento não é o de rebobinar infinitamente as desgraças e dificuldades do paciente, mas sim de lhe proporcionar a possibilidade de se libertar delas.

O paciente irá compreender que é perfeitamente possível viver em paz com problemas não resolvidos, ou seja, que a serenidade pode ser uma realidade.

Ele aprende, igualmente, e pela interação com os seus colegas, a desmistificar os assuntos, aprendendo a rir-se de si próprio, o que tem inúmeras vantagens.

A paciência, a tolerância, a humildade e a capacidade de pedir, de conceder e de receber perdão constituem outras poderosas ferramentas de controlo de uma emoção tão arrebatadora e impulsiva.

Efetivamente, ao longo deste processo que decorrem em “ambiente protegido”, muitas são as situações de “ensaio” da prática do que se vai assimilando, o que aporta inegáveis benefícios ao paciente para que, quando sair de tratamento e tiver de enfrentar, por si mesmo, determinadas provas e obstáculos, o faça com a maior serenidade, consistência e sucesso.

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