Ira - Tratamentos : Villa Ramadas
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Ira

A raiva é uma emoção extremamente poderosa, que pode decorrer de um excessivo aborrecimento, de uma irritação suprema, da indignação ou da hostilidade ante um grupo, uma outra pessoa ou um acontecimento adverso.


A raiva não é, em si, um sentimento bom nem mau.

É um sentimento que indica uma necessidade de agir ou de reagir diante de uma situação.

O problema está em alimentá-la e na incapacidade de a exprimir de uma forma adequada ou controlada.

Quem tem um problema com a raiva, utiliza-a como um meio de fuga à incapacidade que possui para dar volta a vicissitudes embaraçosas, como se de um anestésico se tratasse.

Um indivíduo em raiva está sempre descontente com tudo e todos, mas, ao invés de tentar alterar a ordem das coisas, rebela-se e reage; ou passivamente, colocando-se no papel de vítima das circunstâncias, numa clara atitude de autopiedade (raiva passiva), ou arremessando a sua agressividade contra tudo o que se mova e não mova em seu redor (raiva activa).

Muitos destes interrogatórios furiosos, apontando para tudo e para nada com uma maquilhagem zangada com a vida, acabam por não pretender questionar, mas simplesmente atacar.

Nesses momentos, superabunda a escravidão das certezas, e a reabilitação da esperança fica comprometida pelas declarações de impossibilidade de fazer o que quer que seja, o que se afigura muito confortável, porque permite ao “raivoso” protestar quase inconsequentemente.

Numa época, como esta, de grande turbulência exterior, em que a violência muitas vezes fala mais alto, é natural que as pessoas não saibam muito bem o que fazer ou sentir.

Toda a violência, física ou psicológica, assim como entra, sai.

Contra os demais, sob a forma de agressão, física ou verbal: intransigência, irritabilidade, intolerância, ironia, …; ou contra o próprio: fechando-se nas suas razões, remoendo uma vez e outra os seus argumentos, optando pela autocomiseração que desculpa tudo, deixando a depressão tomar conta do leme da sua vida, ou corroendo o estômago com úlceras, entre outras alternativas.


A problema é que a violência entranha-se na vida e mina as relações e os comportamentos.

De facto, a raiva e a hostilidade não resolvidas produzem efeitos devastadores na auto-estima, provocando, para além de depressão, dores de cabeça, aumento da tensão arterial, insónias e problemas de estômago.



Um adicto à raiva usa este sentimento negativamente, como “combustível” para conseguir dar resposta às solicitações de que é alvo, chegando a um ponto em que já nada consegue fazer fora dela.

Aqui, urge procurar ajuda, porque a raiva não recua; pelo contrário, é susceptível de crescer até uma explosão emocional de proporções incalculáveis, com prejuízos pessoais e profissionais incomensuráveis.

Quando não expressada abertamente, a raiva é reprimida e cresce dentro de quem a alberga.

Há sintomas físicos associados a esse desenvolvimento podendo, o indivíduo recorrer, não raras vezes, à comida ou ao consumo de substâncias para aplacar um sentimento que aprendeu a negar que existe dentro de si.

Embora “mastigada” ou inebriada, essa raiva não desaparece, podendo conduzir a comportamentos destrutivos direccionados para o próprio e também para quem o rodeia.



Na verdade, o problema em si não é a Raiva, mas sim o que se faz (como se lida) com esta emoção.

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