Tratamento Depressão : Villa Ramadas
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Tratamento Depressão

Há quem confunda depressão com nostalgia, mas uma e outra são coisas distintas, pelo menos na intensidade e nas consequências.

A nostalgia, como alguém a definiu, é «a alegria de estar triste» , prende-se frequentemente com a saudade e é uma circunstância passageira que, geralmente, não interfere com o quotidiano normal.



A depressão, por outro lado, é um estado de rebelião contra o vazio que enche a alma de quem dela padece.


Sem pedir licença, a tristeza, motivada por algum agressor ocasional ou por um estado crónico de insatisfação, vai estendendo os seus tentáculos sobre toda a existência do indivíduo.

A pouco e pouco, a vida perde a cor e a vontade de viver extravia-se, originando uma espécie de “alergia de viver”.
O doente depressivo fecha-se então sobre si mesmo, inerte numa cama ou num sofá, de preferência num sítio sem luz, escuro, onde se sinta isolado de um mundo que só serve para o fazer sofrer.


É vulgar definir-se a depressão como um sentimento de pena por si próprio (autopiedade), um sintoma de raiva reprimida ou um mecanismo de defesa a que se recorre para fugir de realidades mais complexas.

Esta doença não intervém apenas no estado de espírito de quem dela sofre, perturbando também os seus pensamentos, as suas atitudes e todo o seu lado físico, afectando até a sua forma de estar, sentir, comer e dormir.

a estímulos e ataques de choro repentino e convulsivo, surgem com alguma frequência, sem qualquer motivo aparente O rendimento nos estudos ou no trabalho é comprometido, a aparência passa a ter pouca ou nenhuma importância, instala-se uma incapacidade crónica de responder.

As decisões tornam-se fardos pesadíssimos, o sentido de humor desaparece e o doente deixa que ideias erróneas sobre si mesmo ganhem terreno, considerando-as como sendo verdades irrefutáveis.

As faltas de memória, a ansiedade, uma certa náusea de viver, a apatia, a irritabilidade, a culpa, a desesperança, o vazio, o medo e a culpa são características transversais a qualquer depressivo, independentemente do tipo da sua depressão: endógena, exógena, pós-parto...



A depressão pode apresentar-se de forma mais subtil ou mais agressiva, com maior ou menor duração, mas a tendência para o isolamento e a convicção de que ninguém se importa e de que o mundo estaria melhor prescindindo de alguém assim tão triste e sem esperança, assumem, na cabeça do indivíduo em depressão, proporções de (quase) impossibilidade de continuar a existir.

Por isso, e as estatísticas não mentem, numa grande percentagem de suicídios consumados ou tentados, constata-se a presença de sinais evidentes de depressão.

As atitudes destrutivas são uma consequência lógica de quem acha que não merece viver.

Pura ilusão!


A depressão é um sintoma de que algo não está bem com o doente; algo que importa perscrutar e analisar, pois esse desconforto profundo vem de algum lado que, muitas vezes, só com apoio profissional se consegue saber qual esse lado é.

Os curiosos não estão capacitados para resolver as questões técnicas que esta patologia levanta.

As boas intenções e as palmadinhas nas costas também não são resposta. Numa época de autêntico frenesim como esta em que vivemos, é necessário parar e ponderar.



Há pessoas que herdaram a tendência para a depressão, por outro lado, alguns especialistas apontam um desequilíbrio químico como causa da mesma, ou focam-se mais noutras razões médicas ou ambientais.

Certo é que um défice de auto-estima e um pessimismo exacerbado são susceptíveis de gerar esta doença.


Ainda assim, e por muito envolvente que possa ser, a depressão não é a vida toda, é apenas uma doença, que não tem de ter a última palavra, pois pode ser tratada.

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