Tratamento Fobias

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Por fobia entende-se um “medo exagerado” que poderá ser dirigido para pessoas, objetos, animais ou locais, que é desencadeado por uma perceção pouco realista do respetivo perigo. O sufixo “fobia” significa medo intenso (ou irracional), aversão instintiva, hostilidade ou reação mórbida.

O medo, só por si, “simples”, é sentido por todas as pessoas, é normal e desejável, porque ajuda a proteger dos perigos. Trata-se de um expediente do nosso instinto de sobrevivência para nos resguardar, precisamente, de situações em que a nossa vida ou a nossa integridade possam estar a correr algum tipo de risco. Quando esse medo se agiganta começa, no entanto, a transtornar a vida do indivíduo, ou seja, a ter o efeito oposto, podendo considerar-se uma fobia.

O medo excessivo, acentuado e persistente de um objeto ou de uma circunstância fóbica pode desencadear uma resposta imediata de ansiedade e, dependendo da intensidade dos sintomas, um ataque de pânico (ou sensação de morte iminente). Corroborando o pensamento disfuncional que está na génese da fobia, este quadro pode reforçar no sujeito a crença de que a exposição a esse mesmo estímulo poderá representar risco de vida.

Assim sendo, este passa a evitar conscientemente toda e qualquer fonte de medo, podendo passar a recusar, por exemplo, o contacto com animais, viajar de avião, levar injeções, ver sangue, socializar, permanecer em espaços abertos ou, pelo contrário, em espaços fechados, enfim, tende a afastar-se de tudo o que lhe provoque o desconforto e provoque essa imensa ansiedade.

No indivíduo com fobia, é a antecipação de um qualquer “futuro” que pode ativar um conjunto de reações ansiogénicas, que surgem com diferentes formatos: palpitações, perda de apetite, rubor, tonturas, dores abdominais. À medida que se aproxima o embate com esse mesmo “futuro” - o dia do exame, a conversa há muito adiada, aqueles milhares de pares de olhos focalizados na silhueta da pessoa, que esperam insistentemente pelas palavras, etc. - o acontecimento ameaçador vai crescendo no seu interior tornando-se, aos poucos, absolutamente insuportável. De tal modo que a ideia de sair pelos fundos, apesar das humilhações e complicações, surge (quase) sempre como a alternativa mais pacificadora.

O ponto de partida está relacionado com os significados que se atribuem aos acontecimentos que se vivem.

Nestes distúrbios de ansiedade, podem geralmente identificar-se dois elementos: por um lado, o medo que corresponde à própria perceção sobre a realidade do perigo que ronda e, por outro, a ansiedade que é experimentada quando esse medo é ativado.

Todos temos preocupações com a vida quotidiana. Existem testes e apresentações que causam ansiedade. Mas o que é normal? A Perturbação de Ansiedade Generalizada (PAG) é caracterizada por um padrão de preocupação e ansiedade frequente e persistente em relação a uma variedade de eventos ou atividades. É o medo que persiste na maioria dos dias da semana e por um período mínimo de 6 meses.

Os batimentos cardíacos costumam servir de termómetro da temperatura do medo e podem indicar a necessidade de lhe dar uma resposta cabal, com possível recurso a apoio profissional. A ansiedade tem uma função adaptativa, pelo que a compreensão dos significados da geografia do medo será a chave para lidar com as diferentes manifestações da ansiedade.

Este é o roteiro! Quando se antecipa uma determinada manifestação: rubor, dores, suores, transpiração, tonturas, etc., a probabilidade de a ansiedade se manifestar é superior. No entanto, não tem sentido atacar as manifestações da ansiedade, mas sim a significação dos sintomas... O único local do paciente que é urgente tratar é o seu interior.

Nesta perspetiva, é fulcral que no tratamento de fobias o indivíduo se questione acerca das razões de se sentir ameaçado nas relações sociais, do que realmente receia – se é a manifestação pública da sua (suposta) incompetência, a exposição ao ridículo, o desvendamento do novelo das suas ideias (ou pior, a sua ausência), o confronto com a crueza das suas limitações...

Os indivíduos com esta doença podem recuperar e (re)aprender a viver de uma forma serena, calma e equilibrada no presente.

A abordagem terapêutica para este tipo de dependência é efetuada através do modelo terapêutico Change & Grow® aplicado nas mais diversas formas de terapia individual e grupal. É vital para o sucesso do tratamento que o indivíduo aceite a doença, liberte o passado, defina objetivos para o futuro e desenvolva estratégias de coping de prevenção à recaída. A duração deste processo terapêutico, em regime de internamento, desenvolve-se entre um período aproximado de 90 a 150 dias. Após o tratamento é sugerida a frequência regular dos grupos terapêuticos mensais de Aftercare.

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